AGARRAR O FUTURO - Assegurar a MOBILIDADE das pessoas e das mercadorias

AGARRAR O FUTURO - Assegurar a MOBILIDADE das pessoas e das mercadorias

A circunstância de neste momento, em que Angola celebra o 44º aniversário da Independência Nacional, ter sido convidado para escrever um Artigo de Opinião para a ADFERSIT – conhecida Associação Portuguesa dedicada ao estudo, debate e difusão das matérias de interesse para os Sistemas Integrados de Transportes – permite-me, não só dar a conhecer, nomeadamente aqueles que aqui trabalharam nos tempos recentes, as linhas gerais do futuro desenvolvimento das Infraestruturas de Transportes como, igualmente, convidar as empresas portuguesas a participar no importante programa PROPRIV (destinado à privatização de empresas públicas angolanas), acompanhando-nos nestes tempos de mudança, onde o sector privado é chamado a assumir um relevante papel no desenvolvimento Económico e Social que os angolanos desejam e merecem.

GRANDES INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURAS  - Para quando o fim do “Stop and Go”?

GRANDES INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURAS - Para quando o fim do “Stop and Go”?

Temos sido confrontados, desde há décadas, com a dificuldade de levar a cabo processos de decisão relativos a grandes investimentos em infraestruturas, em todos os domínios – transportes, ambiente, saúde, educação etc.
Processos de decisão como os relativos a Alqueva, CRIL, Aeroporto de Lisboa, Casal Ventoso, Rede Ferroviária, Novo Hospital de Lisboa ou Porto de Lisboa constituem exemplos paradigmáticos nesta matéria, a que se poderiam juntar muitos outros.


O Espaço Ferroviário Único Europeu

O Espaço Ferroviário Único Europeu

A liberalização do transporte ferroviário de passageiros é o culminar de um longo processo legislativo da União Europeia - composto por regulamentos e diretivas, todas transpostas para a ordem jurídica nacional - sobretudo assente na emissão dos diversos “Pacotes Ferroviários”, desde 2001. 

Que investimento ferroviário nos próximos anos?

Que investimento ferroviário nos próximos anos?

Vantagens competitivas, escala mínima, conceção e programação dos investimentos

São bem conhecidas de todos as grandes vantagens do transporte ferroviário: a elevada eficiência energética (por virtude do baixo atrito roda-carril), a capacidade de movimentação de cargas pesadas e de grandes fluxos de passageiros, e um nível muito mais elevado de segurança. É também sabido que a eletrificação deste transporte ainda ajuda ao pleno aproveitamento das suas virtualidades. 

FERROVIA: QUE FUTURO?

FERROVIA: QUE FUTURO?

Creio existir actualmente um largo consenso em relação à rede ferroviária nacional: está desajustada às necessidades do País, sendo incapaz de fazer face às exigências da procura existente e potencial.

Resumindo, é um travão ao desenvolvimento da economia portuguesa.
O porquê é conhecido e reconhecido por todos: há décadas que o País não investe na rede. Ressalvando alguns troços, a rede de hoje é quase a mesma e quase nas mesmas condições de há 60 anos. 

FERROVIA: O REGRESSO AO FUTURO

FERROVIA: O REGRESSO AO FUTURO

Recuemos ao inicio do século XX. Os comboios constituíam, neste período, um meio de transporte revolucionário. As linhas de caminhos-de-ferro que rasgavam os países garantiam a ligação de forma rápida e confortável entre regiões distantes dentro de um mesmo território, espalhando o desenvolvimento económico e, em simultâneo, permitindo a construção simbólica de uma comunidade nacional. Vivia-se um período dourado do caminhos-de-ferro nos países mais desenvolvidos da Europa e da América.

TRANSPORTES EM PORTUGAL. UM FUTURO SOMBRIO

TRANSPORTES EM PORTUGAL. UM FUTURO SOMBRIO

No ocaso do Estado Novo o transporte ferroviário vivia um período de ressurgimento e modernidade multifacetados que ia da organização do trabalho, à formação, à renovação técnica e tecnológica (de que é paradigma a Renovação Integral de algumas Vias), a uma gestão empresarial dinâmica e investidora e ao rejuvenescimento profundo dos Quadros Superiores.